Nossa garota

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Doenças Caninas

Doenças Caninas
Existe um velho costume arraigado nas pessoas de soltar os cães algumas vezes ao dia para que ele possa dar “uma voltinha”. Esse hábito vem das pessoas que, deixando de viver nas fazendas e indo morar nas cidades, ficavam com pena de ver os cães, antes tão livres, presos nos quintais das casas.


Só que os tempos mudaram: as cidades cresceram, encheram-se de veículos, apareceram doenças que antes estavam restritas a certas áreas isoladas e que pelo comércio e concentração de animais espalharam-se rapidamente (raiva, parvovirose, cinomose, etc.) e os problemas hoje são tantos e tão grandes que foram criadas leis para tentar contorna-los.


O Código Civil Brasileiro coloca o proprietário do animal como o responsável pelos seus atos. Isso significa que se seu animal destruir a propriedade alheia (do vizinho, do Condomínio, ou de qualquer pessoa), você será o responsável, perante a lei, pela indenização dos danos.
O problema de complica quando um animal fere uma pessoa: se ele não estiver domiciliado (dentro de sua própria casa), seu proprietário será o responsável pelo tratamento médico, hospitalar ou outros que essa pessoa venha a sofrer.
Às vezes, nem é necessário que ele morda alguém. Pode acontecer de um cão, por exemplo, correr em direção a outro cão para conhecê-lo, ou pior, aproximar-se de uma criança que esteja passeando e que, assustada, vai sair correndo para o meio da rua sendo atropelada por um veículo. A culpa recairá sobre o dono do animal, mesmo que tenha sido um funcionário (o caseiro, por exemplo) ou criança que o deixou sair.

Além disso, a Vigilância Sanitária dos municípios obrigam a todos a vacinação do animal contra a Raiva, ou seja, a vacina é obrigatória para os animais com mais de 3 meses de idade (mesmo para os gatos) e por isso oferecida por eles gratuitamente durante todo o ano, e não só nas campanhas.
Essa não é a única doença que seu cão pode pegar estando na rua, mas é a única que coloca em risco a vida das pessoas com quem ele convive.
É por isso que as legislações Municipais dizem que os cães só podem sair às ruas estando presos à guia de seus responsáveis. Em alguns locais, como praças e parques públicos, exige-se inclusive a focinheira para evitar acidentes, principalmente para animais de grande porte.
Andar com o animal “na coleira” , como se diz, ainda evita que ele tenha contato com outros cães ou fezes de animais que podem ser portadores de doenças, procrie sem controle ou contraia doenças sexualmente transmissíveis (venéreas), coma lixo, seja picado por animais peçonhentos (venenosos) e inclusive ajuda o dono a manter o condicionamento físico tão necessário à saúde nos dias de hoje.
Tenho certeza que todos que têm um cão, ou mesmo que não tenham, mas gostem de animais, se comovem ao ver animais atropelados, filhotes abandonados e animais doentes pelas ruas. Todos podem e devem colaborar.
Passear com o seu cão sempre preso à guia é um ato de respeito a seus semelhantes, de carinho para com seu animal e atenção à sua saúde.

Fonte de pesquisa:

Regina Incane Ito
Médica Veterinária CRMV-SP 4612
Paiquerê Pet Center
Rua Dr. Eraldo Aurélio Franzese, 88 – Paiquerê – Valinhos – SP
FONE: (19) 3869-7743

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