Nossa garota

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

MENSAGEM DE NATAL

SAIBA QUAIS ATITUDES PODEM SER CONSIDERADAS MAUS-TRATOS AOS ANIMAIS

Se você ama animais, precisa saber como proceder para denunciar abusos, abandono e crueldade. Todos os dias, pela TV ou pela internet, somos bombardeados com vídeos e relatos de maus-tratos e abandono de animais. A pergunta é: se você presenciasse um caso destes? O que faria?
Para ajudar a colocar um ponto final em histórias de violência contra os animais, preparamos um tutorial que orientará você a como agir ao se deparar com uma situação deste tipo.
Confira quais são as atitudes consideradas maus-tratos aos animais. Além da violência contra os animais, existem outras ações que podem ser classificadas como maus-tratos. São elas:
  • Abandono
  • Agressões físicas, como: espancamento, mutilação, envenenamento;
  • Manter o animal preso a correntes ou cordas;
  • Manter o animal em locais não-arejados – sem ventilação ou entrada de luz;
  • Manter o animal trancado em locais pequenos e sem o menor cuidado com a higiene;
  • Manter o animal desprotegido contra o sol, chuva ou frio;
  • Não alimentar o animal de forma adequada e diariamente;
  • Não levar o animal doente ou ferido a um veterinário;
  • Submeter o animal a tarefas exaustivas ou além de suas forças;
  • Utilizar animais em espetáculos que possam submetê-los a pânico ou estresse;
  • Capturar animais silvestres;
Como ter certeza de que se trata de um dos casos acima? Antes de qualquer coisa, conheça as leis que amparam os animais em casos de crueldade e abandono. Depois, certifique-se de que o problema se trata de um caso de maus-tratos.
Lei Federal Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, a "Lei dos Crimes Ambientais".
Decreto Lei Nº 24.645, de 10 de julho de 1934, define maus-tratos aos animais.
Busque evidências e testemunhos que comprovem suas suspeitas. Se possível, tente conversar com o acusado de agressão, deixando claro que os animais são protegidos por leis.
Fotografe ou filme os animais que sofrem maus-tratos. Provas e documentos são fundamentais para combater e comprovar. Consiga o maior número de informações possível para identificar o agressor. É importante saber o nome completo, profissão, endereço residencial ou do trabalho, e se possível testemunhas.
Em caso de abandono ou atropelamento, anote a placa do carro para levantar a identificação no Detran. Não tenha medo de denunciar. Você será considerado somente uma testemunha do caso. E atenção: pessoas públicas ou famosas, também podem cometer crime contra os animais, quando na verdade, deveriam dar o grande exemplo. Faça sua parte e denuncie!
Nota do Olhar Animal: A legislação, em especial o Decreto Lei nº 24.645, ainda expressa uma visão regulamentista (também conhecida por 'bem-estarista'), que ajuda a perpetuar a exploração dos animais ao buscar regulamentá-la, como no item que diz que é mau-trato "Submeter o animal a tarefas exaustivas ou além de suas forças" ou "Utilizar animais em espetáculos que possam submetê-los a pânico ou estresse", deixando de caracterizar a própria utilização dos animais nestes trabalhos como, no mínimo, um abuso. Abuso que, quase invariavelmente, resulta em maus-tratos. O fim dos abusos e maus-tratos se dará como resultado da luta direta, reta, por este objetivo.Alguns, por desconhecimento ou má fé, afirmam que a abolição escravidão humana no Brasil se deu de forma gradual, querendo assim validar suas ações regulamentistas, afirmando que os "passos intermediários" são imprescindíveis para abolição da escravidão dos não humanos e, por este motivo, deve-se lutar por eles. A história nos mostra que as medidas de bem-estar (os "passos intermediários") foram artifícios usados pelos exploradores para retardar o fim da escravidão humana, como no caso das leis do Ventre Livre e dos Sexagenários, que foram propostas por escravagistas, não por abolicionistas. Se a abolição se dará de forma mais gradual, será devido a resistência de quem quer continuar a explorar os animais e não por ação de quem quer libertá-los. Este retardamento se dará também pela ação de pessoas e organizações que atuam visando estabelecer o que chamam de "passos intermediários", seja de forma consciente (especialmente no caso das organizações), seja inadvertidamente, como reação emocional, já que as medidas bem-estaristas iludem pelo imediatismo e porque são bem mais "palatáveis", mais cômodas, não sujeitando seus proponentes a maiores conflitos em seu meio social (amigos, família, etc.). Quem pretende a abolição da escravidão dos animais não humanos lutadeclaradamente pelo abolição da escravidão animais não humanos. E enfrenta os impactos desta postura. Estes verdadeiramente querem que os animais bem estejam.
Fonte de pesquisa :http://olharanimal.org/crimes/3329-saiba-quais-atitudes-podem-ser-consideradas-maus-tratos-aos-animais

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O CÃO ATUAL

Noção de raça, de variedade e de padrão

Foi em 1984 que, com base numa proposta do professor R.Triquet, uma definição
zootécnica da noção de grupo, de raça e variedade caninas, foi definitivamente
aprovada pela Federação Cinológica Internacional.


Espécie e raça

A raça é, segundo o Prof. R. Triquet, como um conjunto de indivíduos apresentando características
comuns que os distinguem dos outros representantes de sua espécie e que são geneticamente transmissíveis.
Segundo ele, "a espécie provém da natureza ao passo que a raça provém da cultura do quadro
da cinofilia”. Com efeito, a conduta da seleção dos acasalamentos de reprodutores pela intervenção
humana pode levar ao surgimento de uma nova raça, mas não permite, em nenhum caso, a
criação de uma nova espécie.
Assim, a raça dos “Jack Russel Terriers” provém do cruzamento entre diferentes terriers levado a efeito
pelo reverendo do mesmo nome a fim de melhorar suas aptidões para a caça. Inversamente, certos
cães como os “Pastores de Languedoc” nunca puderam atingir o status de raça reconhecida.
Outras, como o Chambray, o Lévesque ou ainda o Normando-Poitevin se apagaram progressivamente
por causa de seu pequeno número ou da falta de interesse que suscitaram e foram definitivamente
suprimidas pela FCI. Hoje em dia, raças como o Braco belga ou o Bouvier das Ardenas estão em via
de suspensão, enquanto que o Spaniel de Saint-Usuge ou o Bulldog Americano estão se candidatando
a um reconhecimento oficial. Assim, nestes últimos 50 anos, o número de raças reconhecidas
pela FCI praticamente triplicou, respondendo às exigências cada vez maiores ou, algumas vezes, simplesmente
à procura de originalidade!
Grupo, raça e variedade
O grupo é definido como “um conjunto de raças tendo em comum um certo número de características
instintivas transmissíveis”. Assim, por exemplo, os indivíduos pertencentes ao primeiro grupo (cães
pastores), apesar de suas diferenças morfológicas, apresentam todo o instinto original de guardiões
de rebanhos.
A variedade em si é, segundo uma definição do cinólogo Raymond Triquet, como “uma subdivisão
no interior de uma raça em que todos os indivíduos possuem a mais uma característica comum
transmissível que os distingue dos outros indivíduos de sua raça”.



Assim, o pastor alemão de pêlo longo representa uma variedade da raça “Pastor Alemão”, se bem que
seja possível não achar nenhum pêlo curto na sua descendência (caráter “pêlo longo” transmissível
de forma recessiva). Igualmente, inúmeras raças admitem muitas variedades de cores ou de texturas
de pelagem, ainda podendo ser vistos vários portes de orelha no seu padrão. Por exemplo, a raça Teckel
admite três variedades : de pêlo curto, de pêlo duro ou de pêlo longo.
Cada raça tem seu padrão
O padrão é definido como “o conjunto de características próprias de uma raça”. Ele serve de
referência, no exame de confirmação (próprio da cinologia francesa), para julgar a conformidade de
um cão quanto às características morfológicas e comportamentais de sua raça.
Cada raça possui um padrão, estabelecido pela associação de raças de seu país de origem, que é a
única habilitada para modificar o seu conteúdo. Assim, o padrão estabelecido pelo berço da raça permanece
o único reconhecido pela FCI, mesmo se alguns países tentam, às vezes, impor suas próprias
variedades. Por exemplo, variedades inglesas, americanas ou canadenses da raça Akita Inu foram propostas
sem sucesso de reconhecimento pela FCI. Outras só são reconhecidas pelas instâncias genealógicas
nacionais.
Algumas, como os Poodles Toys e Abricot, foram finalmente reconhecidas pelos países de origem
como pertencendo oficialmente à raça dos Poodles.
Padrão de beleza e morfologia esportiva
Certas raças de cães são difíceis de classificar nos grupos existentes, pois podem ser progressivamente
desviadas de sua vocação primitiva. Para manter a originalidade das raças, certas associações de
raças impuseram testes de aptidões naturais, provas de desempenho, como o field-trial para os cães
de aponte, permitindo julgar um cão com base em suas aptidões comportamentais e não unicamente
em seu aspecto externo e fenótipo.


Sobre a utilidade das alianças intervariedades
As manifestações caninas, tais como concursos,
exposições e campeonatos, permitem aos                          
juízes e especialistas atestadores promover a
reprodução dos cães julgados “melhoradores”
de sua raça, pelas suas qualidades de beleza
ou de desempenho. Essa prática de julgamento
orienta a seleção para as metas dos
clubes de raças, mas corre o risco de acabar
em indivíduos muito tipificados, por vezes
muito afastados do padrão de origem, e
mesmo de ver surgir, progressivamente, diferentes
variedades quando as qualidades de
desempenho forem pouco compatíveis com
os critérios de beleza. Para se evitar o afastamento
dessas variedades, que ameaçam a
integridade da raça e de seu padrão, con-vém
cruzar regularmente os melhores indiví-duos
de cada variedade a fim de conservar, simultaneamente,
as qualidades de desem-penho e
de beleza próprios da raça. O caso do Pastor
belga, que abrange quatro variedades distintas,
é bastante eloqüente. Alianças entre
intervariedades como:

Groenendaels e Tervuerens - são efetuadas regularmente e mantêm uma certa homogeneidade racial
enquanto que cruzamentos entre Malteses e outras raças, efetuados com a finalidade de melhorar as
aptidões de desempenho (mordedura, indiferença aos tiros), arriscariam ameaçar a integridade dessa
variedade. Uma seleção intra-racial orientada unicamente sobre aptidões de desempenho assume o
risco, então, de acabar na criação de um tipo fora do padrão (como foi o caso para o Setter inglês)
ainda mais que os caráteres morfológicos se perdem muito mais rapidamente do que adquirem as qualidades  de desempenho!

Origem, linhagem, família

Cada raça acha sua origem numa fonte cuja dispersão dos produtos, em várias
criações selvagens, geram diferentes linhagens.
Mesmo que as participações genéticas do pai e da mãe sejam idênticas nos filhotes
de primeira geração, fala-se em “origem materna” e “linhagem paterna” no estudo
sobre um pedigree no decorrer de várias gerações.
Com efeito, os descendentes de um padrão de elite denominados de “raçadores”
são sempre mais numerosos do que os de uma cadela de caça campeã, fisiologicamente
limitada a duas ninhadas por ano.
A confirmação e a recomendação de um macho reprodutor acarretam sempre mais
conseqüências do que as de uma fêmea!
Família e consangüinidade

O exame do pedigree de um cão permite remontar
às suas origens e se fazer uma idéia sobre o grau de
consangüinidade que o liga aos seus ancestrais. Ele
mostra que a criação em paralelo de várias linhagens
consangüíneas (ou correntes de sangue) é o
método de seleção mais freqüentemente aplica-do
em criação canina.
Acaba, no final de várias gerações, por fixar as caraterísticas
pesquisadas pelo criador, que consti-tui
assim sua própria “família”, reconhecível por um
cinófilo experiente.
Sobre a necessidade
do aperfeiçoamento
O excesso de consangüinidade no seio de uma
mesma família pode, todavia, conduzir a uma queda
de prolificidade e da variabilidade dos caráteres,
denominada “impasse genético”. O criador tem,
então, recurso no “aperfeiçoamento” com uma outra
corrente de sangue. É mesmo possível, agora, conservar
a semente e, portanto, o patrimônio genético
de certos padrões cujas qualidades possibilitariam
“um retorno”.

Qual é o lugar ocupado pelo cão de raça
indeterminada?

Contrariamente ao “vira-lata”, definido como o produto de uma ligação entre dois
cães de raças diferentes ou provindo do cruzamento de um cão de raça e de um outro
de origem indeterminada, o cão de raça indeterminada é impossível de descrever de
maneira precisa, pois é fruto do acaso, resultando de um cruzamento entre dois reprodutores
de raças indeterminadas. Esses cães são difíceis de recensear na França; estima-
se que esses cães de raça indetermnada e os vira-latas formam cerca de 60% dos
cães presentes nos canis francêses
Sobre as qualidades de desempenho e rusticidade
Os cães de raças indeterminada, por não constituírem um padrão de beleza, apresentam qualidades
de desempenho e rusticidade muito apreciadas pelos seus proprietários.
Se o cão de raça indeterminada possui geralmente a cor selvagem – sua pelagem é muitas vezes dominada
pelo cinzento ou ruivo – é também munido de um porte médio e, a exemplo do cão “o vagabundo”
(a dama e o vagabundo) de Walt Disney, possui um instinto para sair de apuros que lhe permite exercer
seus talentos de caçador, levando ainda em conta que sua cor neutra lhe assegura uma excelente
camu-flagem (apenas 10% dos cães de caça têm um pedigree na França). Originado de diversos cruzamentos,
ele apresenta a vantagem de dispor de um patrimônio genético extremamente rico, os genes
desfa-voráveis (muitas vezes recessivos), tendo grandes chances de ser dominados por genes favoráveis.
As eventualidades da diversidade genética

O principal inconveniente dessa diversificação genética surge da ausência de garantia da transmissão de
caráter no decorrer das gerações seguintes e é muito difícil prever as qualidades morfológicas e psicológicas
dos filhotes provenientes de pais de cão de raça indeterminada, mesmo se estes apresentam qualidades inegáveis.
Mesmo quando ouvimos muitas vezes dizer que os cães de raças indeterminada são vivos, inteligentes,
resistentes e voluntários, é impossível estabelecer-se uma generalização, pois as eventualidades da
genética, muitas vezes, só permitem aos com mais sorte ou mais dotados, encontrar um lugar na nossa
sociedade e ainda pode-se constatar que formam o maior número nos refúgios e carrocinhas.

Vimos que os caráteres quantitativos,
como a aptidão para o trabalho, que
dependem da ação de numerosos
genes, eram menos transmissíveis do
que os caráteres morfológicos, como a
cor ou a textura da pelagem, que
dependem de um número mais restrito
de genes. Os incondicionais dos cães
de raças indeterminada são, com
freqüêntemente,os caçadores, e eles
mesmos atestam ser difícil criar cães
desse tipo com a esperança de fixar
suas qualidades. Em compensação, seu
valor de mercado sendo nulo e seus
efetivos importantes, os caçadores,
muitas vezes, não têm problemas para
renovar seu arrendamento.

Ainda restam cães selvagens na terra?

Hoje em dia, ainda é difícil classificar certos
Canídeos como o lobo da Abissínia - Canis simensis
- (500 indivíduos subsistem ainda na Etiópia)
entre os lobos, as raposas ou os cães selvagens!
Assim sendo, se excluírmos os lobos do grupo
dos cães selvagens, ainda encontramos hoje
alguns tipos de cães selvagens : os cães can-tantes
da Nova –Guiné, os cães Pariahs da Índia e
África, o Basenji do Congo (dos quais muitos são
atualmente domesticados e mesmo reco-nhecidos
pela FCI), os cães de Caroline e os Dingos da
Austrália. Todos os cães selvagens apresentam
uma certa homogeneidade mor-fológica.
Sabendo-se que o lobo é o
ancestral do cão, o cão deixado
no estado selvagem pode
tornar-se lobo?
Partindo-se do princípio que a evolução nunca volta para
trás, pesquisadores da universidade de Roma estudaram
colônias de cães selvagens vivendo nos Abruzzes, na Itália
central. Constataram que os cães das florestas viviam como
lobos, ou seja, em matilha com territórios bem definidos,
contrariamente aos cães errantes dos vilarejos que lutam
geralmente por sua própria conta.
No entanto, os cães selvagens não se parecem tanto com
lobos. Eles são menores, de cor âmbar castanho, o que indica
uma perda definitiva de genes alelos, sem dúvi-da após
um episódio de domesticação ao longo de sua história.

O cão do futuro

As estatísticas anuais da Sociedade Central
Canina permitem conhecer as tendências raciais
atuais e tentar extrapolar sobre o perfil do tipo
do cão do futuro. Os nascimentos declarados,
raça por raça, mostram uma tendência para o
retrocesso das raças mais conhecidas em proveito
da emergência de raças cada vez mais originais.

Os hipertipos

Esta pesquisa de originalidade e extremo é uma técnica de
seleção desenvolvida principalmente nos Estados Unidos e
na Inglaterra. Ela culminou naquilo que chamamos de
“hipertipos” como, por exemplo, certos Bulldogs cujo focinho ficou tão achatado que só podiam nas-cer por cesariana e respirar com a boca aberta. Do mesmo
modo, os Labradores têm uma tendência nítida à obesidade, os Teckels ao alongamento, os Shar-Peï
ao enrugamento da pele e os Pastores ale-mães ao rebaixamento da anca...
Os cães de raça pequena apresentam o seu tamanho em redução constante, sendo assim denominados
“toy” ou “miniatura”, contrariamente aos cães de raça grande que tendem para o gigantismo e
deixam para os vira-latas todas as qualificações médias. A tendência atinge uma divisão da média em
favor de dois extremos!

Influência da genética para um cão sob medida

A técnica do “morphing” é uma ferramenta da informática que leva em conta, ao mesmo tempo, esta
tendência e a evolução do nosso modo de vida e dos progressos da genética. A evolução do modo de
vida segue o desenvolvimento da urbanização. A diminuição da população dos cães de fazenda é previsível
em proveito do aumento dos cães de companhia, ligado ao desenvolvimento do trabalho no
domicílio e à cibernética. No entanto, o perfil dos cães de companhia muda muito em função do
fenômeno da moda.
Se as tendências atuais persistissem, poderíamos prever um aumento da diversidade racial. O cão do
futuro será portanto tudo, menos um cão médio! A genética da cor e da textura da pelagem pro-gredindo
a grandes passos, ele poderá, sem dúvida, ser “geneticamente colorido”. Os mecanismos genéticos
íntimos da transmissão dos caráteres serão mais precisamente conhecidos com o
estabelecimento do mapa do genoma canino daqui a uns vinte anos. Será, sem dúvida, possível elimi
nar defeitos hereditários e também diminuir o elemento probabilístico, atendendo, assim, a uma
demanda cada vez mais original.
O desenvolvimento das técnicas de inseminação com sêmen refrigerado ou congelado abolirá as distâncias,
as fronteiras e as quarentenas para autorizar a reprodução de dois parceiros selecionados num
“catálogo Internet” e até a utilização do sêmen de padrões que desapareceram.
Talvez haja menos abandono, mas o cão do futuro, “um cão sob medida, se distanciará cada vez mais
do perfil do cão selvagem que ele certamente nem mais reconhecerá!

Fonte :Enciclopédia do Cão Royal Canin



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CONCURSO PEIXE GRANDE

RELEASE PARA IMPRENSA

Concurso Peixe Grande

Inscreva seu app, site ou blog e concorra a 3 iPads!
Concurso Peixe Grande chega a sua décima edição

O concurso Peixe Grande tem o objetivo de premiar os melhores apps, sites e blogs do mercado, estimulando, assim, o desenvolvimento de grandes cases no país. É promovido há dez anos pela Arteccom, tendo conquistado, ao longo deste tempo, grande credibilidade e reconhecimento nacional e internacional.

Na Classificação Júri Técnico, serão critérios para a avaliação:
- Design: experiência, usabilidade, harmonia, imagens, cores e tipografia.
- Tecnologia: layout responsivo.
- Conteúdo: relevância, originalidade e interatividade.

Os vencedores ganharão iPads, serão entrevistados pela Revista Wide, receberão troféus e certificados.

Participe! Inscreva seu aplicativo, site ou blog: www.revistawide.com.br/peixegrande

Obs: Inscrições gratuitas para blogs.

O 10º Concurso Peixe Grande conta com o Patrocínio Diamante do Dollar Photo Club, com o Patrocínio Prata da Sencha/Eng e com o apoio da Abradi. Realização Revista WideArteccom.


   VIEMOS AQUI MAIS UMA VEZ PEDIR O APOIO A TODOS QUE PARTICIPAM , DO BLOG QUE NOS AJUDEM VOTANDO NO  SIMBOLO NA PARTE SUPERIOR DO BLOG (PEIXE GRANDE). É MUITO IMPORTANTE PARA CONTINUARMOS NOSSOS TRABALHOS.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Bicho não é brinquedo.

 

Pessoal está chegando o dia das crianças e muita gente tem mania de dar animais. A gente pede que não faça isto. Como diz na foto animal não é brinquedo. , A gente espera contar com a compreensão dos amigos. Obrigado João Batista 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mais notícias sobre a raça ROTWWEILER

Rottweiler

Para alguns, este cão, tipicamente alemão, descenderia
do Boieiro bávaro. Para outros, ele seria proveniente dos
Molossos introduzidos na Alemanha por ocasião das invasões
romanas. Já na Idade Média, na cidade de Rottweil,
em Würtemberg, este cão poderoso e corajoso guardava
os rebanhos e defendia os vendedores de gados contra
os bandidos. A grande corporação dos açougueiros adotou-o
e isto fez com que ele fosse denominado de
“cão de açougueiro”. O primeiro clube da raça surgiu
en 1907. Em 1910 ele foi oficialmente reconhecido
como cão policial na Alemanha. Durante a Primeira Guerra
Mundial foi utilizado pelo exército alemão. A raça foi
definitivamente reconhecida em 1966.
Sua reputação mundial começou por volta de 1970.
O Clube francês do Rottweiler foi criado em 1977.

MOLOSSOS

TIPO :DOGUE

PAÍS DE ORIGEM

Alemanha

NOME DE ORIGEM

Rottweiler

OUTROS NOMES

Rottweiler Metzgerhund
(cão de açougueiro
de Rottweil), Rott,
Boiadeiro alemão

CAUDA

Curtada (com apenas
uma ou duas vértebras) ou
íntegra.

PÊLO

De comprimento médio,
áspero ao tato, liso, cerrado.

Subpêlo.

PELAGEM

Preta com marcas fogo
bem delimitadas nas
bochechas, acima dos olhos,
no focinho, na face interna
do pescoço, no antepeito,
nos membros e sob a raiz
da cauda.

TAMANHO

Macho: de 61
a 68 cm. Fêmea:
de 56 a 63 cm.

PESO

Macho: aproximadamente
50 kg. Fêmea:
aproximadamente 42 kg


Conselhos
Este cão precisa de muito espaço e exercício. Não suporta ficar fechado nem preso. Teme
o calor. Escovação diária.
Utilizações
Guarda, cão policial e do exército, companhia.


Temperamento, aptidões, educação
Robusto, resistente, equilibrado, tranqüilo, mas com um
temperamento forte e um espírito dominador (especialmente
no macho). Ele deve dar uma impressão de força
sossegada. Nunca late inutilmente. Dedicado, muito
afeiçoado a seu dono, é muito paciente com as crianças.
Guardião eficiente, intrépido, de aspecto dissuasivo, é
capaz de ser agressivo com os estranhos. Requer uma educação
precoce, muito firme, sem brutalidade, de modo a
obter uma obediência impecável. Reflexo de seu dono, com
um adestramento cruel, ele tornar-se-á uma arma temível.

CABEÇA

Forte. Crânio largo,
mode radamente convexo.
Stop bem definido. Cana
nasal retilíneo. Trufa bem
desenvolvida. Maxilares
poderosos. Lábios pretos
e ajustados.

OLHOS
De tamanho médio,
amendoados, de cor marrom
escuro.

ORELHAS

De inserção alta, médias,
triangulares, muito afastadas.
Pendentes, voltadas
para a frente e com a linha
da dobra bem junta à linha
do crânio.

CORPO

Atarracado. Pescoço
poderoso, seco, sem
barbelas. Antepeito bem
desenvolvido. Dorso reto e
poderoso. Peito espaçoso.
Costelas arqueadas. Lombo
curto. Garupa larga e
ligeiramente arredondada.

MEMBROS

Bem musculosos. Patas
redondas. Dígitos bem
fechados e arqueados.
Unhas pretas

Fonte pesquisa: Enciclopédia Royal Canin Cão


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Vivendo com seu filhote

Como escolher seu filhote

Ter um cão em casa é uma decisão que resultará em uma ação duradoura e, portanto, você deve refletir bastante antes de tomá-la. Em média, um cão vive mais de dez anos. Consequentemente, você deve escolher um cão cujas necessidades se adaptem bem ao seu próprio estilo de vida, mas também deverá aprender a conviver com ele.

Que raça escolher?

O Pastor Alemão parece ser obediente, o Labrador afetuoso com crianças, o Greyhound independente... No entanto, nenhum cão pode ser classificado tão categoricamente. Aliás, uma raça deve ser escolhida de acordo com o papel que você quer que seu cão tenha no que diz respeito a seu peso e tamanho. Na verdade, escolher um  Yorkshire Terrier para ser cão de guarda de uma propriedade parece tão inadequado quanto prender um Mastim Alemão ou um Grande Pirineu o dia inteiro em um apartamento. Como regra geral, um cão de pequeno porte, embora mais agitado, exige  menos espaço vital que um cão de tamanho médio; quanto ao cão de raça grande, este sempre exige uma área maior para viver. Qualquer que seja a raça escolhida, sempre se deve ter em mente que o cão precisa receber atenção de seu dono várias vezes ao dia. Você deve, portanto, buscar informações nos clubes de raça e de criadores para fortalecer sua escolha. As exposições de cão também são ideais para descobrir sobre a diversidade das raças caninas e conversar com criadores profissionais.

Macho ou fêmea?

A fêmea é geralmente menor do que o macho, e isso pode ser um critério para a escolha. A principal inconveniência é o período de cio, que ocorre duas vezes por ano, na primavera e no outono, pois sempre acaba atraindo os machos.

Onde conseguir um cão?

É melhor comprar seu cachorrinho de um criador especializado na raça. A ninhada tem indivíduos que ele conhece bem, que foram selecionados por ele e sobre os quais ele pode fornecer informações. Assim, você terá a garantia de que seu filhote vai apresentar os critérios morfológicos impostos pelo padrão da raça. O mesmo serve para as características importantes de seu temperamento. Também se recomenda uma visita aos canis, uma vez que, assim, você poderá conhecer a mãe dos cachorrinhos, saber as condições em que vive a ninhada, além de ter a oportunidade de conversar com o criador. Um bom profissional com certeza vai querer se assegurar de que a escolha por um cachorrinho da raça que ele cria seja compatível ao estilo de vida do comprador. Você pode conseguir uma lista dos canis de criação nas associações cinófilas, veterinários e clubes de raças.

Fonte de pesquisa :http://www.royalcanin.com.br/o-cao/o-filhote/vivendo-com-seu-filhote/escolhendo-seu-filhote

Os quatros objetivos da Nutrição Saúde de seu cão

Graças à pesquisa científica e veterinária, o conceito tradicional de nutrição, ou seja, desenvolver, manter e fornecer energia ao corpo, agora tem uma função preventiva e, em certas situações, até mesmo uma dimensão curativa. Estas novas dimensões marcam o nascimento da Nutrição Saúde.

A nutrição possui quatros objetivos :

 1.    Desenvolvimento e manutenção do organismo: Os aminoácidos, minerais, oligoelementos (elementos traços), vitaminas e ácidos graxos correspondem às necessidades nutricionais básicas para a manutenção e desenvolvimento do corpo.
2.    Fornecimento de energia: Os lipídios e carboidratos são as principais fontes de energia para os cães. Os gatos também dependem das proteínas para seu metabolismo energético.
3.    Nutrição e prevenção: Alguns nutrientes são incorporados ao alimento (antioxidantes, pre-bióticos, fibras, ácidos graxos essenciais, etc), para evitar riscos, como as doenças renais, problemas digestivos e os efeitos do envelhecimento.
4.    Nutrição e cuidado: Alguns nutrientes são adicionados e outros limitados a fim de sustentar o processo terapêutico ou de convalescença, ajudando os animais a se recuperarem de uma série de doenças.

Fonte de pesquisa :http://www.royalcanin.com.br/nutricao-saude/objetivos-da-nutric-a-o-sau-de/objetivos-da-nutricao-saude

domingo, 21 de setembro de 2014

AMIGOS, SEGUIDORES E VISITANTES PEDIMOS AJUDA

Pessoal estamos participando de mais um concurso  "Peixe Grande". Venho pedir a todos que nos ajude votando. É importante para nós e tanto para o blog ser reconhecido. O importante para nós não é ganhar mas ser reconhecido e sabermos que estamos conseguindo transmitir a todos que visitam o blog a nossa intenção de mostrar a realidade em relação aos cães que são considerados agressivos . Por isso venho pedir ajuda de vocês .  O simbolo da votação   esta do lado direito do blog na parte de cima . Não dura mais que dez segundos . Eu tenho certeza que poderei contar com vocês. Obrigado João Batista administrador do blog .




Personnel are participating in a contest over "Big Fish". I appeal to all to help in voting. It is important for us to both the blog and be recognized. The important thing for us is not to win but to be recognized and to know that we are managing to convey to all who visit our blog intended to show the reality in relation to dogs that are considered aggressive. So I come to ask help from you. The symbol of the vote on the right side of this blog at the top. Lasts no more than ten seconds. I'm sure I can count on you. Thank you John the Baptist a blog administrator.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Rottweiler- A Força da Verdade

Dobermann é bravo? Conheça raças popularmente injustiçadas

Conheça algumas das raças que, apesar de serem taxadas de agressivas, podem ser dóceis e carinhosas



O  mundo canino é cheio de surpresas e mistérios, e apesar de haver muitas raças extremamente dóceis e carinhosas, ainda há quem se encha de medo pelo simples fato de avistar um cão à distância. Dependendo da raça, esse temor pode atingir níveis ainda maiores.

No entanto, o que muitos não sabem é que o nível de agressividade de um cachorro é algo amplamente conectado com o tipo de criação que ele recebe dos seus donos e, por isso, é possível encontrar cães da raça rottweiler extremamente amorosos e outros da raça poodle superirritados e nervosos.
Elegemos três das raças de cães mais temidas pelas pessoas e que podem ser super dóceis quando criadas e tratadas com muito amor e carinho, mostrando que o famoso ditado do ‘não julgue um livro pela sua capa’ também se aplica (e muito) no universo canino. Confira:
Dobermann
Considerado um dos cães mais adequados para serviços que envolvem segurança e proteção, o dobermann ganhou uma grande fama de bravo com o passar do tempo. No entanto, este animal é dono de uma personalidade bastante equilibrada. Se receber uma criação carinhosa e que, de preferência, inclua algum tipo de adestramento , pode ser um pet cheio de amor e fidelidade por seus donos e por outras pessoas, podendo até mesmo se dar bem com crianças (desde que elas não se comportem de maneira muito imprevisível).

American pit bull terrier

Animais e bebês - entrevista para o programa Hoje em Dia da rede RECORD.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Desmame de cachorros: mitos e verdades

Veterinária explica que a adaptação do filhote para os alimentos secos deve ser gradual e necessita de alimentos específicos para a transição - 




Segundo a médica, a partir da quarta semana de vida, apenas o leite já não fornece as calorias e os nutrientes necessários ao filhote. Inclusive, porque, nessa fase, ele se interessa mais pelo ambiente e torna-se mais ativo, necessitando de maior aporte energético.
Faz-se necessária, portanto, a introdução de alimentos específicos para o desmame, que deve ocorrer de forma gradual e contar com orientação de um veterinário. O desmame por si só já representa um fator de estresse para o cão, assim como a chegada em uma nova casa. Por isso, deve ser um processo cuidadoso.
Algumas situações, porém, podem exigir o desmame precoce, antes da quarta semana. “Ninhadas numerosas, pouca produção de leite, tratamentos cirúrgicos ou clínicos da fêmea que contra-indiquem a amamentação. Nessas situações, é preciso realizar o manejo alimentar orientado e com produtos adequados que estão disponíveis no mercado”, informa a veterinária.


Leite de vaca

Um grande problema que acomete muitos filhotes no processo de desmame é a diarreia nutricional. Acontece quando, equivocadamente, o dono introduz o leite de vaca na intenção de complementar o leite materno. “Com o aumento da idade os filhotes começam a apresentar uma intolerância à lactose, pois a enzima responsável pela digestão do açúcar do leite, chamada lactase, passa por um declínio de atividade. Com isso, ocorrem cólicas, flatulência e diarreia”, explica a Dra. Keila.
Outro engano comum é diluir o leite de vaca antes de oferecer ao filhote para não dar diarreia. Segundo a veterinária, o leite da cadela é muito mais rico em proteínas e gorduras que o da vaca, de modo que a diluição, além de não resolver o problema da diarreia, ainda será nutricionalmente insuficiente.
Como alternativa para reforçar a amamentação a PremieR Pet dispõe da Papinha Desmame, desenvolvida para filhotes a partir de três semanas até o início da alimentação sólida. O produto contém leite sem lactose, que garante sabor e mantém a saúde do intestino, além de ingredientes que promovem maior resistência a doenças, pele saudável, pelagem mais bonita e fortalecimento da flora intestinal.


O leite de vaca não deve ser oferecido aos pets, uma vez que os animais possuem intestino sensível e são intolerantes a lactose

Fonte de pesquisa :http://www.petmag.com.br/6632/desmame-de-cachorros-mitos-e-verdades/

domingo, 24 de agosto de 2014

Mais noticiais sobre a raça Rottweiler

ROTTWEILER

Com um aguçado instinto de vigilância e faro excelente, o Rottweiler é um excelente cão de guarda. Na maioria das vezes, nem necessita de treinamento para aprender a vigiar a casa.

No entanto, o criador não deve ficar assustado se esses instintos demorarem a aparecer, pois suas manifestações variam de animal para animal.

Além de um cão vigia, o Rottweiler pode tornar-se um excelente companheiro para aqueles que souberem conquistá-lo.

O dono deve mostrar "quem é dono de quem" logo no início da vida do animal, impondo limites. Mas isso deve ser feito de uma maneira carinhosa, sem enfrentá-lo fisicamente. Deste modo, o cão estabelecerá um vínculo forte com a família, para quem será sempre um cão brincalhão e alegre. No entanto, com estranhos, é preciso cuidado.

Calmo e seguro de suas ações, o Rottweiler é um cão de pouca movimentação e silencioso, ideal para residências. Inteligente, aprende facilmente os comandos quando adestrado.

Cão robusto e compacto, tem grande agilidade e resistência. Sua pelagem é curta, densa e brilhante, na cor preta com marcações em marrom. A altura varia de 56 a 68 centímetros e o peso de 37 a 65 quilos.
 
Fonte de pesquisa :http://bichos.uol.com.br/guiasderacas/rottweiler.jhtm

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Argentina usa adestramento de cães para reabilitar presos

Projeto treina detentos perto do fim da pena para que tenham alternativas profissionais e 'apoio emocional'.



O Serviço Penitenciário Federal argentino está usando o adestramento de cães como ferramenta de reinserção de presos na sociedade.
O programa é destinado a presos cumprindo o final da pena, sob o argumento de que a relação com o animal possa lhes prover uma espécie de ajuda emocional e possibilidades no mercado de trabalho.
Chamado "Huellas de Esperanza" (pegadas da esperança, em tradução livre), o programa começou a ser implementado em 2011. No ano passado, foi levado à unidade prisional que inclui mulheres argentinas e estrangeiras, geralmente condenadas por terem sido flagradas como "mulas" de traficantes de drogas, diz à BBC Brasil o coordenador do programa, Julio Cepeda.
Ele trabalhou durante mais de 30 anos no serviço penitenciário argentino e inspirou-se em um programa de uma freira americana para reunir psicólogos, assistentes sociais, veterinários e adestradores na iniciativa que começou no presídio de Ezeiza, em Buenos Aires, e deverá ser levada aos demais presídios do país.
"Hoje, nosso programa atende àqueles que estão perto de deixar a prisão e que voluntariamente aceitaram a proposta de adestrar os cães", explica Cepeda.


Programa de adestramento foi inspirado em projeto americano (Foto: Serviço Penitenciário Argentino/ BBC)










Cães adestrados foram doados a pessoas com deficiências físicas (Foto: Serviço Penitenciário Argentino/ BBC)Cães adestrados foram doados a pessoas com deficiências físicas (Foto: Serviço Penitenciário Argentino/ BBC)
Ele conta que os primeiros três animais adestrados foram doados no mês passado a pessoas com deficiência motora. "Os animais continuam sendo do Serviço Penitenciário e, se for constatado que não estão sendo bem cuidados, nós os retiraremos das pessoas beneficiadas."
Doze detentos homens e 18 mulheres já trabalharam no adestramento de cães de raça recomendados para pessoas com limitações físicas. Todos passaram primeiro por um teste para saber se, por exemplo, gostam de animais e os tratarão bem, segundo a assessoria de imprensa do Serviço Penitenciário.
"Nosso objetivo é que exista violência zero contra o animal e que o preso saia com uma alternativa de trabalho (no adestramento ou em pet shops), como já ocorreu com alguns deles que hoje estão livres e encontraram no trabalho de adestramento de cães e gatos a forma de reinserção social", diz Cepeda.
Estrangeiras
Entre as mulheres, nenhuma argentina se interessou até agora pelo programa, afirmou. Presas da Tailândia, Espanha, África do Sul, Colômbia e de outros países que cumprem pena no presidio federal aderiram à proposta.
"Uma delas, da África do Sul, cumpriu dois anos de prisão na Argentina, aprendeu a adestrar os animais e hoje faz o mesmo trabalho no presídio do país dela, onde termina de cumprir a pena", conta Cepeda.
O adestramento dos cães dura de um ano e meio a dois anos, dependendo do comportamento do animal, segundo os especialistas. No caso da sul-africana, ela passou dois anos na Argentina antes de ser extraditada para o país dela. "Ela tem dois filhos que estão sendo educados pela mãe dela. O adestramento é também importante para a questão emocional", prossegue Cepeda.
A Argentina, afirma, é o primeiro país da América Latina a implementar a iniciativa em âmbito federal. "Entendemos que esta alternativa é uma forma de ajudar o detento e reduzir a violência", disse.
'Prison dog'
Recentemente, a freira americana Paulina Quinn, apontada como pioneira desta ideia criada em 1981, esteve em Buenos Aires para dar palestras para os profissionais e os presos envolvidos no programa. Ela contou sua própria experiência após ter sido vítima de violência e ter encontrado no adestramento uma saída para sua vida. Ela coordena o programa chamado "Prison Dog Project" (projeto cães de prisão).
"Meu pai foi prisioneiro de guerra e nunca superou o trauma. Fui criada em uma casa com muita violência, fugi e passei por 14 instituições juvenis, onde fui torturada. Um dia, morando na rua, ganhei um cachorro e passei a adotar outros e fui vendo como eles me ajudaram a perder o medo, a viver melhor e passar a andar de cabeça erguida", disse Quinn ao jornal argentino La Nación.
Ao mesmo jornal uma presidiária identificada como Jesica contou que está adestrando uma cachorra chamada Paz. "A presença dela (Paz) evita que eu me sinta sozinha. Além disso, existem horários, regras e isto me ajuda. É bom também saber que depois ela ajudará alguém", declarou.
Cepeda explica que, para que não sofram no momento da separação do animal, as detentas contam com a ajuda psicológica. A psicóloga Daniela Igartua, que faz parte da equipe, disse à agência estatal de notícias Télam que a hora da entrega do animal não é fácil para os presos.
"É difícil. Mas nós conversamos muito e explicamos que o cachorro estará com alguém que precisa dessa ajuda (por ter limitações físicas)", disse Igartua.
Fonte de pesquisa :http://www.dihitt.com/barra/argentina-usa-adestramento-de-caes-para-reabilitar-presos