Nossa garota

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CÃES POTENCIALMENTE PERIGOSOS: SÃO OU NÃO POPULARES???

Cães potencialmente perigosos: são ou não populares?
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Deixaram de ser encarados como cães iguais aos outros a partir de 2003, quando passaram a ser legalmente classificados como potencialmente perigosos. Como terá a lei influenciada a popularidade destas raças? O rótulo de feroz fez aumentar ou diminuir a procura por estas raças? A resposta varia com os casos, mas parece haver dois dados que mais saltam à vista: o número de registros de Rottweilers diminuiu drasticamente e os do American Sttafordshire Terrier têm vindo a aumentar.

No decreto-lei de 2003 foram definidas sete raças consideradas como potencialmente perigosas: Cão de fila brasileiro, Dogue argentino, Pit Bull terrier, Rottweiler, Staffordshire terrier americano, Staffordshire Bull terrier e Tosa Inu.

Desde então passou a ser mais caro manter qualquer um destes cães, devido ao seguro de responsabilidade civil que tem de ser obrigatoriamente feito com um capital mínimo de 50 mil euros. As raças passaram também a ter uma conotação (mais) negativa para a sociedade: o açaime que era tipicamente utilizado em animais agressivos passou a ser obrigatório para os cães destas raças na via pública; e a comunicação social mais sensacionalista deixou cair a designação “potencialmente” e passou a tratar estas raças simplesmente como “perigosas”.
A realidade das raças consideradas como potencialmente perigosas divergia drasticamente na altura da publicação da lei. O Tosa Inu e os Staffordshire Bull Terrier eram raças muito pouco procuradas. Com uma média aproximada de 4 registros por ano, poucos são ainda os exemplares revistados em Portugal. A contrastar com a baixa popularidade destas raças encontrava-se o Rottweiler.

De todas as raças consideradas potencialmente perigosas, o Rottweiler era de longe a mais popular em Portugal. Quando a lei que definiu as raças potencialmente perigosas foi publicada, em 2003, figurava no segundo lugar dos registros do Clube Português de Canicultura (CPC) atrás do Labrador Retriever. Mas, desde 2003 até 2009, o número de registros de Rottweilers caiu 78%.

De segunda raça de eleição passou para sétima, e o número de exemplares registrados por ano passou de 2780 em 2003 para 530 em 2009. A popularidade da raça começou a cair a partir de 2002 e não há sinais de que a situação se possa vir a alterar.

Também com o número de registros por ano a diminuir encontra-se o Dogue Argentino. De 215 registros em 2003, passou para 96 em 2009, embora 2008 tenha sido um ano de contra-ciclo.

Já o Fila Brasileiro teve uma descida drástica de 2002 para 2008. Curiosamente, só no último ano recuperou quase metade dos registros perdidos.

Distinta destes dois casos é a realidade do Pit Bull Terrier. A popularidade destes cães não pode ser medida, uma vez que esta raça não é aceite como tal pela instituição que regula a canicultura em Portugal, o Clube Português de Canicultura, e por isso não há registros desta raça no nosso país. O não reconhecimento da raça não se limita a Portugal e o Pit Bull não pode ser registrado como tal nos principais clubes de canicultura mundiais, com a exceção do UKC, norte-americano.

Embora o decreto-lei venha referir que, está incluída “os cruzamentos de primeira geração destas [raças potencialmente perigosas], os cruzamentos destas entre si ou cruzamentos destas com outras raças, obtendo assim uma tipologia semelhante a algumas das raças acima referidas”, a verdade é que acaba por classificar como potencialmente perigosa uma raça que não reconhece. Torna-se assim complexa a distinção entre cães sem raça definida (rafeiros) e os cães Pit Bull Terrier.

De todas as raças, a que talvez mais se assemelhe ao American Pit Bull Terrier é provavelmente o American Staffordshire Terrier, também ele incluído na lista dos potencialmente perigosos. Muitos cães nos Estados Unidos da América estão registrados como American Pit Bull Terrier no UKC, e como American Staffordshire Terrier no AKC (o principal clube de canicultura norte-americano).

A popularidade do American Staffordshire Terrier tem crescido nos últimos anos e o número de registros anuais quase duplicou desde 2002. Na última década, o ano com um maior número de registros é justamente o de 2009.

Os Pits são os cães tidos como mais agressivos pela opinião pública e não deixa de ser curioso o fato de a raça American Sttafodshire Terrier ter sido a que mais cresceu desde 2003. Contudo os 128 registros de 2009 colocam a raça no 36º lugar, posição muito distante da raça mais popular no nosso país, o Ladrador Retriever com 2789 exemplares registrados no ano passado.

Rottweiler
2009
2008
2007
2004
2003
2002
Número de Novos Registros
530
673
875
2033
2375
2780

Fila Brasileiro
2009
2008
2007
2004
2003
2002
Número de Novos Registros
44
19
43
46
89
95

Dogue Argentino
2009
2008
2007
2004
2003
2002
Número de Novos Registros
96
148
135
177
215
169

American Staffordshire Terrier
2009
2008
2007
2004
2003
2002
Número de Novos Registros
128
70
99
97
78
68

Staffordshire Bull Terrier
2009
2008
2007
2004
2003
2002
Número de Novos Registros
10
3
5
-
2
6

Tosa Inu
2009
2008
2007
2004
2003
2002
Número de Novos Registros
11
1
12
-
-
-

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04.05
lude disse:
Este é um tema que para a maioria das pessoas é algo controverso, para mim, embora não tenha grande conhecimento sobre estes animais, nunca tive cães das agora denominadas "raças perigosas", entendo que os animais são como as nossas crianças, o reflexo da sua família, o ambiente em que vivem, os ensinamentos é que faz deles cães pacíficos ou não. Algumas raças são adquiridas por donos com intuito de intimidar, ou de guarda, ora eu não entendo que os cães são para guardar o que quer que seja (eu compraria um alarme), mas para serem respeitados e, sobretudo amados e tratados como membros da família, que são. Se assim se procedesse, não creio que os pobres animais se tornassem agressivos, claro que sabemos que há exceções, mas a regra hoje é que são todos "maus cães" e a forma como as notícias são dadas, senão não eram notícias, empolga mais ainda este problema. Pobres animais, não vão descansar enquanto não acabarem com as raças... Perigosas!Olha se pega e passa para os humanos, o mundo acaba!!!!!!
04.05
maxlucas disse:
Concordo plenamente com a Lv2007, eu tenho uma rottweiller e ela é tal e qual o meu pastor alemão, vivem, brincam juntos. Não há distinção da minha parte entre ambos, cada um tem a sua personalidade, como nós humanos a temos. Digo que dos meus canitos só faltam-lhe falar, são a minha maior alegria, não os troco por nada deste mundo. Somente venho dizer que quando ando com a minha Rott nos passeios, as pessoas mudam para a outro local da estrada só por vê-la. Já tive um caso de que estava numa esplanada com ela e, entretanto chegou um casal, sentaram ao lado dela. Passado uns 5minutos repararam que ela estava ao lado deles (ela estava sossegada ao meu lado e não incomodou ninguém), o casal mudaram para uma mesa o quanto possível mais longe dela. Digo que há pessoas que não têm conhecimento das situações e de que a imprensa faz um alarmismo maior daquilo que é. O animal é o espelho do dono.
03.05
Lv2007 disse:
a minha opinião sobre este assunto é esta: para mim os cães só são maus quando existem donos maus uma vez que somos nós donos que os educamos, acredito que existam cães difíceis de educar, mas daí a serem agressivos para com outras pessoas só se os donos os incentivarem para isso. Eu nunca pensei em ter um Pit Bull, primeiro pk sabia que envolvia muita coisa como, seguro, registros etc. etc... Segundo não tinha tido oportunidade de adquirir um, no entanto a 2 anos ofereceram um Pit Bull e desde logo que amei aquele cão, é o animal mais doce do mundo não só comigo mas com as outras pessoas, sei que é um cão desconfiado, mas tal como nos cada cão é um cão e cada um tem um feitio diferente.... Qualquer cão pode ser considerado perigoso, o que muda é o tamanho e a força da mordedura. Acho que as pessoas não deviam ter medo, mas mais respeito por qualquer cão.
 MATERIA DO SITE WWW.VIVAPETS .COMENTARIOS  E DEPOIMENTOS DE PESSOAS 

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