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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Rottweiler revela talento como guardião da família e da casa

. Ele tem cara de bravo e costuma impor medo para quem não o conhece. De fato, é classificado como cão de trabalho, apropriado para a guarda da casa e da família. Mas é justo admitir que a raça sofre certo preconceito. Sim, porque, quem convive com um exemplar dela, facilmente percebe o seu bom coração. Ele é leal, amável e obediente na convivência doméstica. Estamos falando do grande Rottweiler, escolhido como a Raça do Mês.
"Diva", do criador João Castro, do Canil Serras Rott, está entre os campeões
fotos: Nilton Novaes


O Ceará é destaque nacional na criação deste cão. Dois nomes de referência são João Castro, do Canil Serras Rott, e Jefferson Novais, do Canil Aratanha. Além de criadores, eles são pesquisadores da raça e se caracterizam por manter um plantel resultante de uma criteriosa seleção nas linhagens de sangue dos exemplares. Tudo isto para desmistificar preconceitos de que o Rott resume-se a um cão agressivo e violento. Nada disso. Segundo avaliam, tudo vai depender da descendência do animal e, o que é mais importante, do tipo de criação que o cão vai ter.

"Crio Rottweiler desde criança, porém, resolvi investir na raça na década de 90. Desde então, passei a estudar as linhas de sangue mais usadas pelos criadores. Daí se foram alguns anos de pesquisa e visita aos principais canis do Brasil. Como criador, tenho uma preocupação muito grande com a raça em função da procriação indiscriminada, que sempre anda junto com cães muito populares, produzindo exemplares problemáticos que acabam difamando a raça e afastando o público", afirma ele.

Segundo observa, sobre aspectos do temperamento deste cão, há exemplares medrosos, que podem morder por puro instinto de defesa. "Em contrapartida, tenho visto alguns exemplares muito mansos, que ficam soltos diante de visitas e as recepcionam e festejam como se fossem Labradores. Ainda que a genética tenha influência no temperamento de um cão, ele também é produto do meio em que vive".

Ele diz que, se um Rottweiler for muito socializado, a tendência é que se torne mais receptivo às pessoas. Em seu canil, afirma ter cães supersociáveis, assim como verdadeiros cães de guarda com temperamento forte. "Porém equilibrados, que respondem imediatamente aos meus comandos", assegura.

"Demi", do criador Jefferson Novais, do Canil Aratanha. Aumenta o interesse pela raça no País. No Ceará, há exemplares de excelência, o que garante cães equilibrados para o trabalho de guarda e socializados para a convivência com a família

Para o criador Jefferson Novaes, a escolha pela raça, inicialmente, foi porque estava de mudança de um apartamento para uma casa, e precisava de um cão de guarda. Ao adquirir um exemplar, descobriu as vantagens. "É um cão que late pouco e muito eficiente no seu papel de guardião. É forte, causa medo a pessoas estranhas, mas superamigo às pessoas de casa. É um superguardião", reconhece.

Ele observa que a falta de segurança no País, tem aumentado a procura por cães de guarda. "O Rottweiler é um cão de grande porte, destemido, firme e com alto ímpeto de ataque. É um cão que parte para definir com um peso sem igual. Mas também é extremamente leal à família", observa ele, destacando ainda que a raça torna-se superamiga das pessoas de convivência, mesmo sendo um cão de trabalho.

O interesse pela raça vem crescendo no Ceará. João Castro assegura que o Estado dispõe de excelentes exemplares, na maioria cães importados da Alemanha e Leste europeu. "Qualquer pessoa pode ter ou conduzir um Rottweiler, o importante é que o dono tenha pelo menos noções básicas de como educar e conduzir seu cão", afirma ele.

O Canil Serras Rott tem um plantel de 11 exemplares, entre machos, fêmeas e filhotes. Também tem dois cães importados, que atualmente se encontram em São Paulo e Cuiabá, numa parceria com dois criadores desses Estados. Já o Canil Aratanha tem 16 animais da raça, (machos, fêmeas e filhotes), sendo alguns importados da Sérvia e da Alemanha.

Os dois criadores estão entre os participantes de destaque nas exposições da raça organizadas pelo Kennel Clube do Estado do Ceará (KCEC) e por clubes de outros Estados. Têm animais com títulos de campeões.

Adestramento

Para o adestrador Liduíno Barros, bastante conhecedor de Rottweiler, a raça requer criação responsável. Ele trabalha na área há mais de 35 anos, e já perdeu as contas de quantos cães já ensinou. Mostra talento no adestramento de cães de grande porte, especialmente Rott. "É uma raça muito boa, tipicamente um cão de guarda, voltado para o trabalho de segurança".

Explica que, como tende a ser um cão muito dominante e fisicamente forte, tem melhores chances de reunir as boas características da raça quando adestrado. Recomenda as aulas a partir de 6 meses de vida do animal, por um período de cinco a seis meses. Ele avalia que, no Ceará, há excelente plantel, com seleção criteriosa. Isto é uma garantia de cães equilibrados, confiáveis e próprios para a convivência familiar, ainda que na função de guarda. "Todos os Rotts que adestrei, deram bons resultados".

Os criadores explicam que este cão precisa de bom espaço para brincar quando filhote e se desenvolver como adulto. Exercícios diários de corrida, natação e passeios são bem-vindos.

Para quem quer iniciar na raça, é fundamental adquirir filhotes junto a criadores já reconhecidos na adividade. O manejo requer um ambiente limpo, com controle de pragas, visitas regulares ao veterinário e aulas de adestramento no primeiro ano de vida do cão. Desta forma, a convivência com o Rottweiler será saudável para todos.


Fonte de pesquisa :http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1310357

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