Nossa garota

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Materia do Jornal do Povo de Três Lagoas , MS , Brasil

“O cão nunca morde para atacar”, afirma adestrador

A labradora brisa é hiperativa e está sendo adestrada para ser companhia Eles são dóceis, chamam atenção por onde passam, ainda mais quando é possível notar que eles são adestrados. Os cães deitam, rolam, sentam e fazem outras peripécias, tudo sob o comando de gestos e postura. De longe parece fácil, mas muita gente não imagina que este é um processo que leva alguns meses até a obtenção de um resultado.De acordo com o adestrador, Roger Balabem, o trabalho é divido entre comportamental, que seria a socialização do animal, trabalhando a psicologia canina, e posterior treinamento.
“Leva-se oito meses para adestrar qualquer raça. Nós trabalhamos o comportamento. Tem cachorro que gosta de cavar buraco, morder sapatos, roupas. Nosso objetivo é educar para um convívio melhor. Trabalhamos com cães de guarda e cães hiperativos, como é o caso da cadela Brisa, que dá um certo trabalho aos dono”, diz. Para treinar cães de guarda Roger diz que o procedimento é o mesmo, mas que o cachorro precisa ter instinto de guarda.
“Geralmente trabalhamos com pastor alemão, pastor belga e rottweiler. O pittbul, ao contrário do que muita gente pensa, não é indicado para ser cão de guarda e sim para esportes. Quando vamos treinar o pitbull vemos que ele só segura a manga (equipamento de proteção usado no adestramento), chamamos de cão de manga, pois sem o equipamento ele não reconhece o perigo, 80% deles identifica a luva como brinquedo, eles têm instinto de caça”, explica o adestrador.
Balabem comenta que as raças mais indicadas para guarda são os pastores. “Neles observamos olhos vivos, intensidade da mordida e os pontos lineares (ponto máximo de resistência à punição). A mordida do cão segura o meliante, ele sabe identificar os períodos, ele protege, se o meliante estiver com uma faca ou revólver, o cão vai morder para defender. Ele não ataca, se defende”, lembra Balabem.

TRABALHO
Diogo Abel Vicente trabalha com adestramento de cães há 10 anos em Três Lagoas. Segundo ele, alguns conceitos mudaram com relação à prática do adestramento na Cidade. “A mentalidade dos proprietários mudou. Eles sabem que com o adestramento o comportamento dos cães melhora e facilita o convívio. Todo cão deveria ser adestrado. No Brasil, ainda não há essa cultura, nos EUA todo proprietário deve ter um curso para educar seu cão”, comenta.
Os adestradores relatam que o trabalho de adestramento exige atualizações constantes. “Para começar um trabalho são necessárias no mínimo 70 horas de curso. O custo sai do adestramento sai em média R$ 200. Em Três Lagoas mensalmente adestramos uma média de 20 cães”.
O trabalho dos adestradores começa com a visita à casa dos donos. “Vemos o que o cachorro está fazendo de errado, passamos as atividades e o resultado depende 50% do dono e 50% do adestrador, quando nos referimos a parte comportamental”.
Os adestradores alertam para o que tem sido veiculado na mídia. “Muito do que as pessoas andam assistindo no Dr. Pet tem sido colocado em prática. Vale lembrar que são casos distintos e o ideal é procurar um profissional com referências”.
O adestramento trabalha basicamente com gestos e postura. “Quando a pessoa vai comprar um cachorro deve saber exatamente o que quer e o que está levando. O ideal é conhecer a raça antes de adquirir. As pessoas acham, por exemplo, que o labrador é um cão calmo, mas a realidade é que eles são ativos, tem muita energia. Dependendo do que a pessoa quer alguns são indicados para companhia, outros para esporte, guarda. Nós acompanhamos a pessoa nos primeiros 45 dias. É melhor começar o adestramento logo que acabam as vacinas, no terceiro mês”.

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